Tuesday, August 29, 2006

just in a bar

Num bar...e debaixo do mar. Tom, captaste o momento...In a Bar... saudoso Baco...perigoso escape... Under...quando o que está em cima se espelha na podridão e no nada do que se criou. The sea... o mar... o silêncio enrolado pelo friozinho e pela transparência... bom, né?

Wednesday, August 23, 2006

Antes esboço de anjo, depois a transformação numa mulher com a malícia a espreitar no olhar. Gratos ficaram alguns traços ainda puros na ascensão dos sentidos...sentidos que sempre procuraram o centro da alma para confidenciar a verdade que já ninguém ouve.
Espaços entre o diz e o retira... espaços que espalham por aí a brisa vermelha, brisa prometida e nunca cumprida.
Temer a verdade... enquanto respiro um cigarro. Foi para ti que ela se descobriu. Fraca e forte enquanto abanava o mundo. Embriagada, mas saudável o suficiente para respirar a beleza de te acreditar.
A tela preferida, embora ela só saiba traçar riscos tortos e ondulados.
Não é estúpido amar...pois não? Ok... não vamos então definir..."o amor é isto e nada mais"... Como já sei que o niilismo para ti...é...o que é...então pega nela... e recebe o Amor como o Tudo. Ou não. Absorve a solidão.
*****************
Cá está... a maravilha do blog... escrever e escrever e escrever... sem censura e sem temer o ridículo.

Tuesday, February 21, 2006

Espalhem

Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre

espalhem a notícia do que é
quente e se parece
com o que é firme e com o que é
vago

esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só
trago se pudesse

Divulguem o encanto o ventre de que canto que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco tão cansado esse ventre vagabundo que foi rente e foi fecundo que eu bebia até ao fundo saciado

Eu fui ao fim do
mundo
eu vou ao fundo de
mim
vou ao fundo do
mar
vou ao fundo do
mar no corpo de uma
mulher

vou ao fundo do
mar no corpo de uma
mulher bonita

A terra tremeu ontem não mais do que anteontem pressenti-o
o ventre de que falo como um rio transbordou e o tremor que anunciava era fogo e era lava era a terra que abalava no que sou
Depois de entre os escombros ergueram-se dois ombros num murmúrio e o sol, como é costume, foi um augúrio de bonança
sãos e salvos, felizmente e como o riso vem ao ventre assim veio de repente uma criança
Eu fui ao fim do mundo eu vou ao fundo de mim vou ao fundo do mar vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher

Falei-vos desse ventre quem quiser que acrescente da sua lavra que a bom entendedor meia palavra basta, é só adivinhar o que há mais
os segredos dos locais que no fundo são iguais em todos nós
Eu fui ao fim do mundo eu vou ao fundo do mim vou ao fundo do mar vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher vou ao fundo do mar no corpo de uma mulher

SG

Para o Zé... nem tudo o que escorre pelos blogs é mau... cá está o teu mestre... podes fazer a vénia... eu deixo.


Lisboa Menina e Moça
Acordar e reparar que tudo mudou de lugar. Pânico. Pois claro. Bom seria se pudessemos mudar de lugar também. Mas não. A raíz teima em ser raíz. E nós teimamos em tentar ser alguma coisa, não nós, apenas alguma coisa. Curioso é saber que somos apenas alguma coisa. O Tibete continua a ser o Tibete, o azul... a ser o azul...e nós apenas alguma coisa. Às vezes acho piada a esta indefinição parva. Até acho piada às teorias feitas só para encher o vazio da dúvida humana. LOL... como agora se costuma dizer. Ai "Portugal Portugal"...ou Mundo Mundo... e por aí.
Certezas... só que nada é certo. Lugar comum...mas sábio, ou não?

Sunday, November 27, 2005

Secret Hell




secrethell.lforum.net

Saturday, October 29, 2005


want someone badly...
Mais uma vez... a manifestação do bom gosto de Jeff Buckley... Oiçam... mesmo sem o cliché de uma noite de trovoada, nem de um bom vinho ao pé de uma qualquer lareira...
se ainda forem capazes de o fazer... comentem...
É nestes momentos que o Divino dança connosco. Fica o desafio.

Thursday, October 27, 2005

Não Sei

Foi emergir de um lago transfigurado, sem personalidade. Foi talvez tocar na verdade do teu olhar, rir com medo da delicadeza do teu poder sobre mim.
Escrever-te... bem arriscado quando tu insistes em apagar-te.
Uma história mal contada. Uma confusão de conceitos. Uma tentativa de tornar a existência numa graça. Foi talvez uma grande patetice. É tão bom acordar, ui. Ou pelo menos adormecer noutra esfera, com outros fantasmas bons e maus.

Monday, October 10, 2005

Festa do Estendal



A vida vai dar-te A oportunidade de estares presente numa das festas mais à frente da noite de Lisboa.
A FESTA DO ESTENDAL... é um desafio.
Único... imperdível... o Momento desenha-se na noite de 5 de Novembro... na Caixa Económica Operária.
"Como que agridoce" Atreve-te a ir...